
Dos bits aos processadores: descubra como bilhões de transistores trabalham em conjunto para construir computadores, smartphones, consoles, dispositivos embarcados e praticamente toda a tecnologia digital que utilizamos diariamente. Nesta disciplina você aprenderá os fundamentos da lógica digital, desde sistemas numéricos até o projeto de circuitos combinacionais e sequenciais, desenvolvendo soluções digitais capazes de resolver problemas reais.
Código: INF1918 | Turma: MINF-0102
Carga horária: 60h (4 créditos)
Horário e Local: Segundas e Quintas às 11h10–12h50 | UNICAP
Bem-vindo ao Laboratório de Sistemas Digitais (LabSD). Aqui você não apenas aprenderá portas lógicas. Você irá projetar, analisar, simplificar, simular e validar sistemas digitais utilizando ferramentas modernas, compreendendo como os componentes fundamentais do hardware dão origem aos computadores atuais. Durante todo o semestre desenvolverá um Projeto Integrador, aplicando cada novo conceito aprendido na construção de um sistema digital funcional.
Representação da Informação
Sistemas Numéricos
Álgebra Booleana
Portas Lógicas
Diagramas de Veitch-Karnaugh
Circuitos Combinacionais
Circuitos Sequenciais
Projeto Integrador

Cada módulo depende do anterior. Não existe decorar — existe compreender. A progressão é cuidadosamente planejada para que você avance com segurança.
Resolver problemas. Projetar circuitos. Simular. Analisar. Corrigir. Melhorar. Cada aula é uma oportunidade de praticar.
Durante todo o semestre você desenvolverá um sistema digital completo, aplicando cada novo conceito aprendido ao Projeto Integrador.
Ao final, você terá competências essenciais: Projeto Digital, Pensamento Lógico, Abstração, Projeto de Hardware, Validação, Documentação Técnica e Trabalho Colaborativo.
Conheça as competências que você desenvolverá ao longo da disciplina.
Capacitar o estudante a compreender os fundamentos dos sistemas digitais, aplicando conceitos de sistemas numéricos, lógica digital e projeto de circuitos combinacionais e sequenciais para analisar, projetar, implementar, simular, testar e validar soluções digitais utilizadas em sistemas computacionais modernos.
Ao final da disciplina, o estudante será capaz de:
A disciplina está organizada em cinco macro-módulos progressivos, da representação da informação ao projeto integrador de sistemas digitais.
Sistemas Numéricos e Representação da Informação
Neste módulo são apresentados os fundamentos da representação digital da informação, essenciais para a compreensão de todos os conteúdos posteriores.
Pré-requisito: Nenhum | Avaliação: 1º GQ (Prova)
Lógica Digital e Circuitos Combinacionais
O estudante aprende a modelar funções lógicas, simplificar circuitos e desenvolver os principais blocos combinacionais utilizados em sistemas digitais.
Pré-requisito: Macro-Módulo I | Avaliação: 1º GQ (Prova + Projeto Integrador)
Circuitos Sequenciais
Introduz os componentes que armazenam informações e permitem a construção de sistemas digitais dependentes do tempo.
Pré-requisito: Macro-Módulo II | Avaliação: Projeto Integrador
Projeto, Simulação e Validação de Sistemas Digitais
Integra os conceitos estudados por meio do projeto, simulação, testes e análise de circuitos digitais.
Pré-requisito: Macro-Módulo III | Avaliação: 2º GQ (Prova + Projeto Integrador)
Projeto Integrador – LabSD
Aplicação integrada de todos os conceitos desenvolvidos ao longo da disciplina na construção de um sistema digital completo.
Pré-requisito: Macro-Módulos I–IV | Avaliação: Defesa Técnica Final (2º GQ)
Apresentação dos conceitos fundamentais dos sistemas digitais, relacionando teoria e aplicações práticas em computadores, dispositivos embarcados e sistemas eletrônicos modernos. As aulas incentivam perguntas, discussões e conexões com situações reais da Computação.
Exercícios progressivos desenvolvidos em sala, individualmente ou em equipe, envolvendo sistemas numéricos, álgebra booleana, simplificação de funções lógicas e projeto de circuitos digitais, sempre acompanhados de feedback imediato.
Os estudantes projetarão circuitos combinacionais e sequenciais a partir de problemas propostos, aplicando os conceitos estudados em cada módulo para construir soluções digitais corretas, eficientes e bem documentadas.
Os circuitos desenvolvidos serão simulados utilizando ferramentas especializadas, permitindo verificar seu funcionamento, identificar erros de projeto e validar as soluções antes da implementação final.
Cada aula contribuirá diretamente para o Projeto Integrador da disciplina. Os conceitos aprendidos serão incorporados progressivamente ao desenvolvimento de um sistema digital completo, desde a especificação do problema até a simulação, validação e apresentação final.
Nossa abordagem pedagógica é centrada no estudante, combinando teoria e prática por meio de metodologias ativas que favorecem o desenvolvimento gradual das competências em projeto e análise de sistemas digitais.
Os estudantes partem de problemas reais de projeto digital para construir o conhecimento de forma ativa e significativa.
O conteúdo teórico é estudado previamente, e o tempo em sala é dedicado à resolução de problemas, simulações e discussões.
As listas de exercícios são organizadas em ordem crescente de complexidade, acompanhando a progressão dos macro-módulos.
O projeto evolui ao longo de todo o semestre, integrando os conceitos de cada módulo em um sistema digital funcional.
O uso de simuladores digitais permite verificar o funcionamento dos circuitos projetados antes da implementação final.
Situações reais da eletrônica digital e da computação são utilizadas para contextualizar os conceitos e desenvolver senso crítico.
Aulas de revisão organizadas por resultado de aprendizagem, com foco nos pontos mais cobrados nas avaliações somativas.
As atividades são planejadas para desenvolver progressivamente habilidades cognitivas, do reconhecimento à criação e defesa técnica.
Conheça as ferramentas que utilizaremos e as referências bibliográficas recomendadas.
Apresenta os fundamentos da representação digital da informação, sistemas de numeração e operações aritméticas em binário.
Aborda as funções lógicas fundamentais, álgebra booleana, tabelas-verdade e simplificação de circuitos com Diagramas de Veitch-Karnaugh.
Aprofunda o estudo dos circuitos combinacionais por meio de blocos funcionais amplamente utilizados em sistemas digitais, preparando o estudante para a avaliação do 1º GQ e para a transição aos circuitos sequenciais.
Introduz os componentes de memória e os circuitos dependentes do tempo, incluindo flip-flops, registradores, contadores e máquinas de estados finitos.
Integra todos os conceitos da disciplina na construção de um sistema digital completo, culminando na defesa técnica final.
A avaliação da disciplina foi planejada para acompanhar a aprendizagem de forma contínua, valorizando tanto o desenvolvimento ao longo do semestre quanto a demonstração de competências nas avaliações formais. Ela está organizada em dois tipos de avaliação.
A avaliação formativa ocorre ao longo das aulas e tem como objetivo acompanhar a evolução da aprendizagem, identificar dificuldades e fornecer feedback contínuo para orientar o desenvolvimento do estudante.
Serão utilizadas estratégias como:
Essas atividades são obrigatórias e fazem parte da metodologia da disciplina, contribuindo para a consolidação dos conteúdos antes das avaliações somativas.
A avaliação somativa verifica o domínio das competências desenvolvidas na disciplina e é composta por provas e entregas do Projeto Integrador.
Cálculo da Média Final:
Média = (1º GQ × 2 + 2º GQ × 3) ÷ 5
A frequência mínima obrigatória é de 75% da carga horária da disciplina. A frequência inferior a esse percentual implica reprovação por falta, independentemente da média obtida.
Cada etapa da trilha prepara você para a próxima. Não existe atalho — existe progressão.
Bit, byte, nibble, palavra, níveis lógicos 0 e 1 e sinais digitais
Binário, octal, decimal e hexadecimal com valor posicional
Métodos de conversão entre sistemas de numeração
Adição, subtração, overflow, complemento de 1 e 2 e números com sinal
AND, OR, NOT, NAND, NOR: símbolos, tabelas-verdade e expressões booleanas
Mintermos, maxtermos, formas SOP e POS
Leis de De Morgan, identidades booleanas e simplificação algébrica
Mapas para 2, 3 e 4 variáveis, ordem de Gray e agrupamentos
Don't care, sobreposição de grupos e minimização de circuitos
Especificação, tabela-verdade, simplificação, implementação e validação
Funcionamento, tabelas-verdade e integração em circuitos digitais
Seleção e roteamento de sinais, linhas de seleção e implementação de funções lógicas
Decomposição em blocos, integração de componentes, simulação e otimização
Consolidação de sistemas numéricos, lógica e circuitos combinacionais antes do 1º GQ
Memória digital, SR, D, JK e T: tabelas características e aplicações
Clock, bordas, preset, clear, setup, hold e temporização
Registradores de deslocamento (SISO, SIPO, PISO, PIPO), contadores síncronos, assíncronos e módulo-N
Diagramas de estados, tabelas de transição, Mealy, Moore e implementação com flip-flops
Especificação, diagrama de estados, codificação, lógica de próximo estado e validação
Requisitos, entradas/saídas, diagrama de blocos e integração dos módulos
Integração dos módulos, testes, correção de erros e validação funcional
Relatório com circuitos, tabelas, expressões, casos de teste e decisões técnicas
Apresentação da arquitetura, demonstração parcial e recebimento de feedback
Apresentação completa, demonstração do sistema e defesa individual dos conhecimentos
Acompanhe o planejamento completo das aulas, incluindo datas de avaliações e feriados.
Carga horária: 60h presenciais (4 créditos) | Aulas de 2h (11h10–12h50)
Cada conteúdo estudado será imediatamente aplicado ao projeto.
Você compreende como a informação é representada digitalmente e realiza conversões e operações em diferentes bases numéricas.
Você modela funções lógicas, constrói tabelas-verdade e simplifica circuitos com Diagramas de Veitch-Karnaugh.
Você projeta os primeiros blocos do sistema digital: codificadores, decodificadores, multiplexadores e demultiplexadores.
Você adiciona memória ao sistema com flip-flops, registradores, contadores e máquinas de estados finitos.
Você apresenta o sistema digital completo, justifica cada decisão de projeto e demonstra domínio técnico e profissional.
O Projeto Integrador da Disciplina
O LabSD – Desafio de Engenharia Digital é o Projeto Integrador da disciplina. Cada equipe atuará como uma equipe de engenharia responsável por desenvolver uma solução para um problema real. Em vez de todos construírem o mesmo sistema, cada grupo receberá um contexto de aplicação e deverá identificar um problema, especificar requisitos, projetar, implementar, simular e validar uma solução digital completa.
Desenvolver um sistema digital completo a partir de um contexto de aplicação sorteado, passando pela identificação do problema, especificação de requisitos, projeto lógico, implementação, simulação e validação, culminando na defesa técnica final — aplicando de forma integrada os conhecimentos construídos ao longo da disciplina.
O projeto integrador desta disciplina é denominado LabSD – Laboratório de Sistemas Digitais. Cada equipe escolherá um problema real para resolver com um sistema digital, evoluindo a solução ao longo do semestre.
Definição do problema, contexto, entradas, saídas e requisitos do sistema, acompanhada da justificativa técnica e do diagrama de blocos.
Construção da tabela-verdade, obtenção das funções lógicas e simplificação por meio dos Diagramas de Veitch-Karnaugh, incluindo don't cares, quando aplicável.
Projeto e implementação das funções simplificadas utilizando portas lógicas e, quando aplicável, codificadores, decodificadores, MUX e DEMUX.
Incorporação de elementos de memória, como flip-flops, registradores e contadores, e desenvolvimento de uma Máquina de Estados Finitos, quando aplicável.
Integração do sistema completo, realização de testes no Logisim Evolution ou CircuitVerse, análise dos resultados e correção de eventuais erros.
Apresentação do projeto, demonstração do sistema em funcionamento e defesa das decisões técnicas adotadas ao longo do desenvolvimento.
Na primeira semana de aula, cada equipe participará do sorteio de um contexto de aplicação. O contexto define o domínio do problema, mas a solução será proposta pela própria equipe.
🏥 Hospital Inteligente
🏭 Indústria 4.0
🚦 Cidade Inteligente
🚜 Agricultura Inteligente
✈️ Aeroporto
🏠 Casa Inteligente
🚗 Mobilidade
🛒 Comércio Inteligente
🤖 Robótica
🎮 Jogos Digitais
🌱 Sustentabilidade
📚 Educação
Após o sorteio do contexto, cada equipe deverá:
Compreender o domínio de aplicação e suas características técnicas.
Levantar situações concretas que possam ser resolvidas com um sistema digital.
Explicar por que o problema é importante e qual impacto a solução teria.
Especificar entradas, saídas e comportamento esperado do sistema.
Descrever a solução proposta e como ela será implementada digitalmente.
Para ser aprovado, o sistema proposto deverá atender a todos os critérios abaixo.
O sistema deve ter aplicação prática identificável no contexto sorteado.
O sistema deve ter sinais de entrada e saída bem especificados e mensuráveis.
A solução deve incluir circuitos combinacionais como parte essencial do projeto.
A solução deve incluir elementos de memória e dependência temporal.
O comportamento do sistema deve ser representável por uma MEF.
Nem simples demais (trivial) nem complexo demais (inviável no semestre).
A simulação completa deve ser realizável nas ferramentas da disciplina.
Cada contexto representa um cliente fictício. Em vez de "fazer um trabalho para a disciplina", cada equipe desenvolve uma solução para um cliente real — o que dá mais sentido às decisões de projeto e à defesa técnica.
Orientações para organização e registro das equipes
Justificativa: 2 → risco de sobrecarga | 4 → risco de assimetria | 3 → melhor divisão técnica
O sorteio ocorre na primeira semana de aula. Cada contexto define o domínio do problema, mas a solução será proposta pela própria equipe.
Contextos disponíveis:
Até a data estabelecida pelo professor, cada equipe deve enviar:
Sem registro formal → equipe não validada.
Sugere-se que a equipe distribua as responsabilidades do projeto:
⚠️ Não é obrigatório, mas melhora o desempenho e a qualidade do projeto.
Verifique todos os requisitos antes de cada entrega
Acompanhe visualmente a evolução do seu projeto
Apresentação oficial do LabSD – Desafio de Engenharia Digital. Formação das equipes e sorteio dos contextos de aplicação.
Cada equipe apresenta o problema escolhido dentro do contexto sorteado. Aprovação da proposta pelo professor e início oficial do desenvolvimento após aprovação.
Envio oficial do nome do grupo, integrantes, problema/domínio escolhido e justificativa.
Definição do problema, entradas e saídas do sistema, requisitos, justificativa técnica e diagrama de blocos.
Tabela-verdade completa, Diagramas de Veitch-Karnaugh e expressões mínimas obtidas.
Circuito combinacional projetado, simulado e validado no Logisim Evolution ou CircuitVerse.
Flip-flops, registradores, contadores e MEF integrados ao sistema digital e simulados.
Simulação completa, documentação técnica entregue e apresentação oral do sistema digital.
Prova abrangendo todo o conteúdo da disciplina (Aulas 01 a 24).
Regras, prazos e conduta acadêmica
Cada etapa possui data oficial. Entregas devem ocorrer até 23h59 do dia estipulado na plataforma institucional. Arquivos devem estar executáveis e identificados com o nome do grupo.
Materiais adicionais para aprofundar seu aprendizado
Orientação estratégica para maximizar seu aprendizado
Lógica digital é raciocínio aplicado. Se você entende por que uma porta NAND equivale a AND+NOT, não precisa memorizar — você reconstrói naturalmente. Compreensão supera memorização.
Antes de afirmar que um circuito está correto, simule-o para todas as combinações de entrada. Um erro na tabela-verdade compromete todo o projeto.
Treine: identificar grupos de 1s, aplicar simplificação correta, tratar estados inválidos e obter a expressão mínima. Karnaugh é a base de todo circuito otimizado.
O erro mais comum é montar o circuito sem simplificar antes. A defesa técnica exige que você justifique cada decisão de projeto — da especificação à simulação.
O que costuma diferenciar nota 7 de nota 9: entender circuitos sequenciais na prática, saber justificar a escolha do tipo de flip-flop, e apresentar a MEF com clareza e domínio.
Antes de abrir o simulador, desenhe a tabela-verdade, obtenha a expressão lógica e simplifique a função com Veitch-Karnaugh. Um circuito bem planejado no papel reduz erros e facilita a validação no simulador.
Um roteiro para cada aula
Seguir um roteiro consistente por aula é a forma mais eficiente de consolidar o aprendizado progressivo desta disciplina.
Antes da aula, revise os slides disponíveis no material. Identifique os conceitos centrais, as portas lógicas e os circuitos apresentados. Anote dúvidas.
Após a aula, resolva a lista correspondente. Não avance sem entender os exercícios anteriores — cada lista prepara para a próxima.
Abra o Logisim Evolution ou CircuitVerse e monte os circuitos estudados. Simule todas as entradas e verifique se os resultados batem com a tabela-verdade.
Aplique o conteúdo da aula ao seu projeto. Cada aula tem uma contribuição direta às etapas do LabSD — da especificação à simulação do sistema digital.
Não acumule dúvidas. Procure o professor, monitores ou colegas antes da próxima aula. Em lógica digital, uma dúvida não resolvida compromete os módulos seguintes.
Checklist de preparação
Use este checklist para verificar se você está pronto para cada avaliação. Só avance quando conseguir marcar todos os itens com confiança.
Aprenda com os erros mais frequentes e evite-os
Ao longo dos anos, alguns erros se repetem entre os estudantes. Conhecê-los antecipadamente pode economizar tempo e melhorar significativamente seu desempenho.
Nível lógico 1 não é necessariamente 5V. O nível lógico é uma abstração. Confundir os dois gera erros conceituais graves no projeto.
Conversões apressadas geram erros em cascata. Sempre verifique o resultado convertendo de volta à base original.
Subtração binária usa complemento de 2. Ignorar isso leva a resultados incorretos e erros na tabela-verdade.
Circuitos não simplificados são mais complexos, mais caros e mais propensos a erros. Sempre aplique Veitch-Karnaugh antes de projetar.
Estados inválidos (don't cares) podem ser usados para simplificação. Ignorá-los desperdiça oportunidades de otimização.
Um circuito só está correto quando funciona para todas as entradas possíveis. Testar apenas alguns casos não é suficiente.
Na defesa, qualquer membro pode ser questionado sobre qualquer decisão. "O grupo decidiu assim" não é uma justificativa técnica.
Circuitos sem tabela-verdade, sem simplificação documentada e sem diagrama demonstram falta de domínio do processo.
Simular no Logisim não é o mesmo que implementar em hardware. Saiba explicar as limitações e o que foi validado na simulação.
A defesa é a síntese de todo o semestre. Quem pratica a apresentação com antecedência demonstra maturidade profissional.
Critérios de excelência que elevam seu projeto
A diferença entre um projeto bom (nota 7-8) e um projeto excelente (nota 9-10) está nos detalhes. Aqui estão os critérios que realmente fazem a diferença.
Não apenas converta — verifique o resultado convertendo de volta. Demonstrar esse cuidado mostra rigor técnico.
Não apenas aplique Veitch-Karnaugh — explique os grupos formados, os termos eliminados e a expressão mínima obtida. Isso demonstra domínio real.
Uma tabela-verdade incorreta compromete todo o projeto. Projetos nota 10 têm tabelas-verdade completas, corretas e bem documentadas.
Não apenas funcione — seja eficiente. Um circuito com menos portas, obtido por simplificação adequada, demonstra excelência técnica.
Projetos nota 10 mostram como os blocos se conectam, como os sinais fluem e por que cada componente foi escolhido.
Não apenas simule — documente cada caso de teste, o resultado esperado e o resultado obtido. Isso demonstra rigor de engenharia.
Projetos nota 10 registram os erros encontrados durante a simulação e explicam como foram corrigidos. Isso mostra processo, não apenas resultado.
Especificação, tabela-verdade, simplificação, circuito e simulação — tudo documentado de forma clara, organizada e profissional.
Projetos de excelência utilizam corretamente estados inválidos (don't cares) nos Diagramas de Veitch-Karnaugh para obter circuitos mais simples e eficientes. Ignorar os don't cares é uma oportunidade de otimização desperdiçada.
Responda com confiança, mas admita quando não souber. Honestidade técnica é valorizada.
"Por que você usou esse tipo de flip-flop?" "Por que simplificou dessa forma?" Tenha respostas prontas e fundamentadas.
Mostre o circuito funcionando no simulador, explique a tabela-verdade e demonstre a simplificação ao vivo. Isso impressiona e valida seu trabalho.
Ao concluir a disciplina, o estudante estará apto a:
Representar e converter informações entre diferentes sistemas de numeração e realizar operações aritméticas em binário
Modelar e analisar funções lógicas utilizando álgebra booleana, tabelas-verdade e portas lógicas fundamentais
Simplificar funções lógicas com Diagramas de Veitch-Karnaugh e obter expressões mínimas
Projetar e analisar circuitos combinacionais: codificadores, decodificadores, multiplexadores e demultiplexadores
Projetar e analisar circuitos sequenciais com latches, flip-flops, registradores, contadores e máquinas de estados finitos
Simular, testar e validar sistemas digitais utilizando ferramentas computacionais especializadas
Desenvolver um projeto integrador completo, aplicando de forma integrada todos os conceitos da disciplina
Justificar tecnicamente as decisões de projeto com documentação adequada e argumentação fundamentada
Comunicar e defender soluções digitais com postura técnica, segurança e clareza na apresentação oral
Compreender como os circuitos digitais constituem a base do funcionamento de processadores, memórias, dispositivos embarcados e demais sistemas computacionais, conectando esta disciplina com Arquitetura de Computadores e Sistemas Embarcados.
Relacionar os conceitos estudados em Sistemas Digitais com disciplinas posteriores, como Arquitetura de Computadores, Sistemas Embarcados, Organização de Computadores e Projeto de Hardware Programável (FPGA).
Sistemas Digitais